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12 DEZ 2017
12 de Dezembro de 2017

Na noite desta terça-feira (1º), dezenas de índios de várias etnias protestam contra o governo de Michel Temer e denunciam a precariedade do atendimento à saúde indígena no Pará, em Belém. Eles saíram em caminhada e interditam a avenida Conselheiro Furtado, próximo à travessa da Quintino Bocaiúva. Há congestionamento na via.Há dez dias, o índios ocupam o prédio da Secretaria Especial de Saúde Indígena (Sesai), em Belém. Os indígenas, que estão acampados no imóvel desde a noite da última quarta-feira (19), contam que o serviço de atendimento à saúde se agravou há cerca de dois anos, com a falta de remédios, exames de alta e média complexidade e atendimento médico, o que teria causado aumento no número de mortes nas aldeias.Em nota publicada no começo da ocupação em Belém, a Secretaria Especial de Saúde Indígena do Ministério da Saúde (SESAI/MS) esclareceu que tem conhecimento das reivindicações para melhoria da saúde indígena na região. Afirma ainda que as reivindicações serão avaliadas pela gestão da Secretaria e repassadas junto às lideranças indígenas e comunidade.A Sesai é um órgão do Governo Federal que possui 34 distritos em todo o país e responsável por garantir infraestrutura e atendimento aos índios na área da saúde. O distrito Guamá Tocantins corresponde à área do Pará e conta com orçamento de R$ 17 milhões por ano, mas de acordo com os líderes das tribos não é observada a utilização da verba nos programas de atendimento às comunidades indígenas.

"Foi uma luta grande, árdua, nossa, para que fosse criada essa Secretaria Especial para melhorar a assistência para nós, mas não está sendo especial, está sendo precária. A situação não está boa para as nossas comunidades na área de saneamento, não tem medicamento, não tem combustível", denuncia o cacique Lúcio Tembé.

A situação foi denunciada para o Ministério Público Federal (MPF) para que seja cobrado o destino desses recursos. Segundo os indígenas, em 16 anos de atuação, a Sesai nunca teve na coordenação um representante das etnias e eles pedem que a nomeação seja feita o mais rápido possível.

"A nossa decisão é que seja nomeado um coordenador indígena indicado por nós para que ele possa assumir e nós apostarmos para ver se dá certo. Se nós não estivermos à frente do que é nosso, não vai", conclui Tembé.

Fonte: G1 Pará

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